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Desinformação
Tipo de Política: Integridade e autenticidadeRegra
A desinformação é diferente de outros tipos de discurso abordados em nossos Padrões da Comunidade, pois não há uma maneira de formar uma lista abrangente de proibições. Com violência explícita ou discurso de ódio, por exemplo, nossas políticas especificam o discurso proibido, e até pessoas que discordam dessas políticas podem segui-las. No entanto, em relação à desinformação, não é possível fornecer tal linha. O mundo está em constante mudança, e o que é verdade em um momento pode deixar de ser no minuto seguinte. As pessoas também têm diferentes níveis de informação sobre o mundo ao redor delas e podem acreditar que algo é verdade quando não é. Uma política que simplesmente proíbe “desinformação” não forneceria um aviso útil às pessoas que usam nossos serviços e seria inexequível, já que não temos acesso impecável às informações.
Em vez disso, nossas políticas articulam categorias diferentes de desinformação e tentam fornecer instruções claras sobre como lidamos com tal discurso quando o vemos. Para cada categoria, nossa abordagem reflete nossa tentativa de equilibrar nossos valores de expressão, segurança, dignidade, autenticidade e privacidade.
Removemos a desinformação quando há a possibilidade de ela contribuir diretamente para o risco de lesão corporal iminente. Também removemos conteúdo que possa contribuir diretamente na interferência do funcionamento de processos políticos, além de certas mídias manipuladas altamente enganosas. Para determinar o que constitui desinformação nessas categorias, firmamos parcerias com especialistas independentes que têm o conhecimento e a experiência para avaliar a veracidade de um conteúdo e se é provável que ele contribua diretamente para o risco de dano iminente. Isso inclui, por exemplo, firmar parcerias com organizações de direitos humanos com presença física em um país para determinar a veracidade de um boato sobre conflito civil, ou com organizações de saúde durante a pandemia global de COVID-19.
Para todas as outras desinformações, nós nos concentramos em reduzir a prevalência ou criar um ambiente que promova diálogos produtivos. Nós sabemos que as pessoas geralmente usam a desinformação de formas inofensivas, como para exagerar uma opinião (“Esse time tem o pior histórico do mundo esportivo!”) ou em humor ou sátira (“Meu marido acabou de ganhar o prêmio Maridão do ano”). Elas também podem compartilhar experiências por meio de histórias que sejam imprecisas. Em alguns casos, as pessoas compartilham opiniões profundas que outras consideram falsas ou compartilham informações que acreditam serem verdadeiras, mas que outras pessoas consideram incompletas ou enganosas.
Reconhecemos que esse tipo de discurso é comum, e, portanto, nos concentramos em reduzir a disseminação de boatos e desinformação viral, além de direcionar usuários para informações oficiais. Como parte desse esforço, firmamos parcerias com organizações de verificação de fatos terceiras para analisar e classificar a precisão dos conteúdos mais virais em nossas plataformas (acesse aqui para saber mais sobre como nosso programa de verificação de fatos funciona). Nós também fornecemos recursos para aumentar a alfabetização digital e de mídia para que as pessoas possam decidir o que ler e compartilhar e no que confiar.
Por último, proibimos conteúdo e comportamento em outras áreas que frequentemente se sobrepõem com a disseminação de desinformação. Por exemplo, nossos Padrões da Comunidade proíbem contas falsas, fraude e comportamento inautêntico coordenado.
À medida que os ambientes online e offline mudam e evoluem, continuaremos a desenvolver essas políticas. Páginas, Grupos, perfis e contas do Instagram que compartilham repetidamente as desinformações listadas abaixo podem, além de ter o conteúdo removido, ter menos distribuição, sofrer limitações em publicidade e até mesmo ser removidas de nossas plataformas. Mais informações sobre o que acontece quando o Facebook remove um conteúdo podem ser encontradas aqui.
Detalhamento da regra
Removemos os seguintes tipos de desinformações:
I. Agressão física ou violência
Removemos desinformação ou boatos não verificáveis que os especialistas parceiros determinaram que provavelmente contribuem diretamente para o risco de violência ou agressão física iminente às pessoas. Definimos a desinformação como conteúdo com uma alegação que é considerada falsa por uma autoridade terceira. Definimos um boato não verificável como uma alegação cuja fonte os especialistas parceiros confirmam ser extremamente difícil ou impossível de rastrear, a qual carece de fontes oficiais, quando a alegação não é específica o suficiente para ser considerada como falsa ou quando ela é muito absurda ou irracional para acreditarem nela.
Sabemos que, em algumas situações, a desinformação pode parecer inofensiva, mas que, em um contexto específico, pode contribuir para o risco de dano no meio físico, incluindo ameaças de violência que poderiam contribuir para um risco elevado de morte, ferimentos graves ou outro tipo de agressão física. Trabalhamos com uma rede global de organizações não governamentais (ONGs), organizações sem fins lucrativos, organizações humanitárias e organizações internacionais que são especialistas nestas dinâmicas locais.
II. Desinformação prejudicial sobre saúde
Consultamos as principais organizações de saúde para identificar desinformação sobre saúde que pode contribuir diretamente ao dano iminente à saúde e segurança pública. A desinformação prejudicial sobre saúde que removemos inclui o seguinte:
Desinformação sobre vacinas. Removemos desinformação sobre vacinas quando autoridades de saúde pública concluem que as informações são falsas e podem contribuir diretamente para rejeições iminentes a vacinas. Elas abrangem:
Vacinas causam autismo (por exemplo: “O aumento de vacinações é o motivo de tantas crianças terem autismo hoje em dia.”)
Vacinas causam síndrome da morte súbita infantil (por exemplo: “Você não sabia que as vacinas causam a SMSI?”)
As vacinas causam a doença contra a qual se destinam a proteger ou fazem com que a pessoa vacinada tenha maior probabilidade de contraí-la (por exemplo: “Na verdade, tomar uma vacina aumenta a probabilidade de você contrair a doença, pois há uma cepa da doença dentro. Cuidado!”)
As vacinas ou seus ingredientes são mortais, tóxicos, venenosos, prejudiciais ou perigosos (por exemplo: “Claro, você pode tomar vacinas, se não se importa em colocar veneno no seu corpo.”)
A imunidade natural é mais segura do que a imunidade adquirida com a vacina (por exemplo: “É mais seguro pegar logo a doença do que tomar a vacina.”)
É perigoso tomar várias vacinas em pouco tempo, mesmo que esse período seja recomendado pelo médico (por exemplo: “Nunca tome mais de uma vacina ao mesmo tempo, pois isso é perigoso, não importa o que seu médico diga!”)
As vacinas são ineficazes na prevenção da doença contra a qual afirmam proteger. Porém, no caso das vacinas contra a COVID-19, a gripe e a malária, não removemos alegações de que elas são ineficazes em prevenir que alguém contraia esses vírus. (Por exemplo: removemos – “A vacina contra a pólio não impede que você contraia a doença”; removemos – “Na verdade, as vacinas não impedem que você contraia doenças”; permitimos – “A vacina não impede que você pegue COVID-19, por isso ainda é necessário manter o distanciamento social e usar máscara quando estiver perto de outras pessoas”).
Contrair sarampo não causa morte (requer informações adicionais e/ou contexto) (por exemplo: “Não se preocupe caso você contraia sarampo, não é fatal”)
A vitamina C é tão eficaz quanto as vacinas na prevenção de doenças para as quais existem vacinas.
Desinformação sobre saúde pública durante emergências de saúde pública. Removemos desinformação durante emergências de saúde pública quando as autoridades de saúde pública concluem que as informações são falsas e provavelmente contribuem diretamente para o risco de danos físicos iminentes, inclusive para o risco de pessoas contraírem ou espalharem uma doença prejudicial ou recusarem uma vacina associada a ela. Identificamos emergências de saúde pública em parceria com autoridades de saúde globais e locais. No momento, isso inclui alegações falsas relacionadas à COVID-19 que são verificadas por autoridades especialistas em saúde, sobre a existência ou a gravidade de um vírus, como curar ou preveni-lo, como o vírus é transmitido ou quem é imune a ele e alegações falsas que desencorajam boas práticas de saúde relacionadas a COVID-19 (como a realização de testes, distanciamento social, uso de máscara e vacinação contra a COVID-19). Clique aqui para ler o conjunto completo de regras sobre quais tipos de desinformação sobre COVID-19 e vacinas não são permitidos.
Promover ou defender curas milagrosas prejudiciais à saúde. Isso inclui tratamentos cuja aplicação recomendada, em um contexto de saúde, pode contribuir ou contribui diretamente para o risco de ferimento grave ou morte, e o tratamento não tem uso legítimo para a saúde (por exemplo: água sanitária, creme Cansema, soda cáustica).
III.
Como um esforço para promover a integridade das eleições e dos censos, removemos a desinformação que pode contribuir ou contribua diretamente para o risco de interferência na capacidade das pessoas participarem desses processos. Isso inclui o seguinte:
Desinformação sobre datas, lugares, horários e métodos de votação, registro de eleitores ou participação em censos.
Desinformação sobre quem pode votar, quais são os requisitos eleitorais, se um voto é contabilizado e quais informações ou materiais devem ser apresentados para votar.
Desinformação sobre a participação ou não de um candidato em uma eleição.
Desinformação sobre quem pode participar do censo e quais informações ou materiais devem ser apresentados para participar dele.
Desinformação sobre envolvimento governamental no censo, incluindo, se aplicável, que as informações censitárias de uma pessoa serão compartilhadas com outra agência do governo não censitária.
Conteúdo que afirme falsamente que o Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos EUA (ICE, na sigla em inglês) está em um local de votação.
Afirmações falsas explícitas de que as pessoas serão infectadas pela COVID-19 ou por outra doença transmissível se participarem do processo eleitoral.
Temos políticas adicionais com a intenção de cobrir apelos à violência, apologia à participação ilegal e apelos à interferência coordenada nas eleições, que estão representadas em outras seções dos nossos Padrões da Comunidade.
IV. Mídia manipulada
A mídia pode ser editada de várias formas. Em muitos casos, essas mudanças são inofensivas, como um conteúdo ser recortado ou encurtado por razões artísticas, ou ter música adicionada a ele. Em outros casos, a manipulação não é aparente ou poderia enganar as pessoas, principalmente no caso de conteúdo de vídeo. Removemos esse conteúdo, pois ele pode se tornar viral rapidamente, e os especialistas aconselham que crenças falsas sobre mídia manipulada geralmente não podem ser corrigidas com mais discurso.
Removemos vídeos de acordo com essa política se critérios específicos forem atendidos: (1) o vídeo foi editado ou sintetizado, além de ajustes de clareza ou qualidade, de formas que não são aparentes a uma pessoa comum, podendo desinformá-la e levá-la a acreditar que o indivíduo do vídeo disse palavras que não foram ditas; e (2) o vídeo é produto de inteligência artificial ou aprendizado de máquina, incluindo técnicas de aprendizado profundo (por exemplo: deepfake técnico), que combina, substitui ou sobrepõe um conteúdo em um vídeo, criando um vídeo que parece autêntico.
Sanções
Remoção do conteúdo listado